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Operação Narcofluxo investiga papel de influencers em esquema; entenda

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura
© Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Suspeitos movimentariam dinheiro do tráfico e de apostas ilegais


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Narcofluxo contra uma organização criminosa que atua em oito estados e no Distrito Federal. Com o apoio da Polícia Militar de São Paulo, a ação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 33 de prisão temporária.


Segundo as investigações, nos últimos dois anos, os criminosos movimentaram pelo menos um R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro. O delegado da Polícia Federal, Marcelo Maceiras, disse que os valores têm origem no tráfico de drogas e em operações de bets ilegais. Ele explicou a relação de influenciadores com o esquema.


"Eles se utilizam de pessoas que têm grande visibilidade para fazer a propaganda dessas empresas de apostas ilegais e para movimentar o dinheiro de forma a não chamar a atenção das autoridades. Por quê? Essas pessoas públicas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes quantias sem chamar a atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos. Então, eles são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações".

Entre os suspeitos presos estão os MCs Poze do Rodo e Ryan. A polícia apreendeu veículos, dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos que vão auxiliar nas investigações. Os suspeitos podem responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas. O delegado Marcelo Maceiras conta que as investigações seguem na busca da movimentação e da destinação do dinheiro.


"Ainda dentro desse esquema, os investigados usavam algumas processadoras de pagamento para fazer circular um montante relevante de dinheiro. E, através delas, que eles conseguiam partir para as partes fases finais da lavagem, que era a descentralização desses recursos, o uso de contas de passagem e de laranjas para que o montante não chamasse atenção das autoridades e para dificultar o rastreio. A gente está estudando, inclusive, os mecanismos de uso de criptomoedas que eles vêm fazendo".

Os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.


Em nota, a PF informou que os presos na Operação Narcofluxo permanecem nos locais da prisão até a audiência de custódia para depois serem transferidos para o sistema.


A GR6, produtora musical da qual MC Ryan participa, informou em nota que os valores e transações financeiras citados na operação se referem a relações comerciais legais e regulares e que não houve prática de qualquer ato ilícito.


A defesa de MC Poze do Rodo informou, também em nota, que desconhece os autos ou teor do mandado de prisão e que, assim que tiver acesso, vai se  manifestar e prestar os devidos esclarecimentos à Justiça.



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