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Líder do governo pede vistas e adia votação de requerimento sobre repasse de Verruck à Fiems

  • há 19 horas
  • 3 min de leitura
Antes de pedir vistas, Londres Machado conversou com Gerson Claro, ambos do PP. (Vinícios Araújo, Jornal Midiamax)
Antes de pedir vistas, Londres Machado conversou com Gerson Claro, ambos do PP. (Vinícios Araújo, Jornal Midiamax)

Londres Machado conversou com Gerson Claro antes de prorrogar análise de documento que cobra explicações sobre convênio de R$ 7 milhões


Após Gerson Claro (PP) recuar e decidir pautar votação de requerimento para cobrar explicações da Semadesc sobre repasse de R$ 7 milhões articulado pelo ex-secretário Jaime Verruck (Republicanos) à Fiems, o líder do governo, Londres Machado (PP) pediu vistas e adiou análise do documento.


Sem apresentar justificativa, o parlamentar pediu vistas e, com isso, a votação deverá voltar à pauta na sessão de quinta-feira (22).


O autor do requerimento, deputado Pedro Kemp (PT) estranhou o pedido de vista. “É um pedido de informações. Se não existe nada suspeito nesse convênio, é só responder. Ou o governo está ganhando tempo para elaborar uma resposta. Vamos insistir nesse requerimento”, argumentou.


Mais cedo, o deputado João Catan (Novo) conversou com o Jornal Midiamax e declarou que é ‘nosso direito fiscalizar um dinheiro que sai do Estado para ir para qualquer entidade”, completando que, “vejo que, com muita estranheza, caso ele não seja aprovado”.


A deputada estadual Gleice Jane (PT) reforçou que é necessário cobrar do presidente a celeridade para apreciar o pedido. “A mesa diretora é quem sempre decide o dia de pôr em votação. Às vezes acontece de não colocarem. Aí precisamos cobrar. Essa semana vamos aguardar”, adiantou a parlamentar ao Jornal Midiamax.


Autor do pedido, Kemp diz que causa estranheza um repasse no valor de R$ 7 milhões às vésperas das eleições: “São essas informações que precisamos receber, enquanto Poder Legislativo, que tem obrigação de fiscalizar. Que benefício vai trazer esse convênio com a Fiems”.


Deputado estadual e ex-governador de MS, Zeca do PT disse que Verruck teria assinado o convênio um dia após seu afastamento do cargo para concorrer como deputado federal pelo Republicanos.


“A informação que tive ontem é que esse convênio assinado pelo Verruck com a Fiems aconteceu com a assinatura do Verruck um dia após o prazo do seu afastamento. Ele estava afastado e assinou convênio, portanto, absolutamente ilegal e que pode barrar a candidatura dele se for insistir nessa candidatura fracassada”, denunciou.

Verruck destinou R$ 7 milhões à Fiems

O convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 10 de abril, sob assinatura de Verruck datada do dia 8, uma semana após sua saída da pasta. Já no dia 13 de abril, o Diário Oficial fez nova publicação alegando correção de informação. A diferença entre os documentos é que agora quem assina é o adjunto que assumiu a Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette.


Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, apesar da correção, servidores afirmam que os trâmites administrativos foram conduzidos durante a gestão do ex-secretário, que ficou mais de 11 anos à frente da pasta de Desenvolvimento Econômico de MS.


Verruck já atuou como diretor do Senai e do IEL. Por fim, foi diretor corporativo da Fiems antes de assumir cargos na gestão estadual, em 2015.


Conforme a publicação, o convênio prevê a realização de estudos técnicos e de mercado para ‘identificar novas oportunidades de negócios’. Com um valor global de R$ 7,7 milhões, sendo R$ 700 mil de contrapartida da entidade, o acordo estabelece que caberá à Fiems, presidida pelo empresário Sérgio Marcolino Longen, a responsabilidade de definir os fornecedores e a forma como o recurso será aplicado.


Fonte: Midiamax

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