Justiça revoga prisão de influenciador investigado em esquema milionário de rifas em Campo Grande
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Eduardo Razuk deixa a cadeia após decisão de primeira instância; operação policial apontou movimentação de cerca de R$ 100 milhões e uso de empresa de fachada para burlar fiscalização.
O influenciador digital Eduardo da Silva Rezende Razuk recuperou a liberdade nesta terça-feira (1º), em Campo Grande. Ele estava preso no âmbito de investigações da Polícia Civil que apuram a realização de mais de 100 sorteios por meio de rifas ilegais de carros de luxo e prêmios em dinheiro via Pix, esquema que colocou oito pessoas na lista de indiciados.
Segundo a defesa, representada pelo advogado Tiago Bunning, o pedido de revogação sustentou que as medidas cautelares já aplicadas — como buscas, sequestro de bens e a suspensão das redes sociais — já eram suficientes para assegurar o andamento das investigações, tornando a manutenção da prisão preventiva desnecessária. A magistrada responsável acolheu os argumentos e revogou a prisão de Eduardo e de seu irmão, Rafael Razuk.
O esquema e o modus operandi
As apurações revelaram que o grupo tentou blindar o sistema de fiscalização alterando sua forma de atuação. Para dar uma "roupagem de licitude" aos sorteios, os investigados utilizavam uma empresa sediada na Paraíba, a FM Agenciamento Publicitário & Intermediação de Negócios Ltda., que contava com autorização estadual da Lotep para promover sorteios locais.
No entanto, a Polícia Civil concluiu que a estrutura operava como uma fachada. Na prática, o próprio influenciador organizava e gerenciava as rifas, sendo o beneficiário final dos valores arrecadados. A engrenagem contava ainda com a intermediação de uma empresa do Rio de Janeiro especializada em soluções para sorteios, cujo objetivo era despistar os órgãos de controle e lavar o capital obtido ilegalmente.
Balanço da Operação Rodas da Sorte
A ofensiva policial cumpriu mandados em Campo Grande, no Rio de Janeiro e em João Pessoa. Entre os reflexos financeiros e materiais da operação estão:
Apreensão de 22 veículos de luxo, avaliados em R$ 20 milhões;
Indisponibilidade de cinco imóveis;
Bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias dos investigados.
As investigações continuam sob a apuração dos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.








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