Justiça autoriza esposa e filhos de fiscal morto por Bernal a atuarem no caso
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Primeiras audiências do caso acontecem nesta semana
As primeiras audiências judiciais sobre a morte do fiscal tributário Roberto Mazzini, morto a tiros pelo ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal, acontecem nesta semana. Após marcar as sessões, o juiz Carlos Alberto Garcete autorizou a família da vítima a atuar no caso.
A defesa da família Mazzini havia pedido a habilitação da esposa e dos filhos de Roberto como assistentes de acusação em meados de abril. Entretanto, a autorização só aconteceu em despacho na última sexta-feira (22), às vésperas da audiência.
Mazzini foi morto a tiros por Bernal em 24 de março deste ano. Em 15 de abril, a Justiça aceitou a denúncia por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. Bernal está preso desde o crime, mas sua defesa tenta livrá-lo dos crimes cometidos.
Garcete marcou para esta terça-feira (26) audiência para ouvir testemunhas da acusação. No dia seguinte, na quarta, será a vez de Bernal e das testemunhas da defesa prestarem depoimento.
Não é a primeira vez
Processos em que a família da vítima entra como parte da acusação não são novos em Campo Grande. A mãe de Matheus Coutinho Xavier, Cristiane de Almeida Coutinho, fez parte da acusação no julgamento que levou à condenação de Jamil Name Filho, o Jamilzinho, do aposentado Vladenilson Daniel Olmedo e do ex-guarda municipal Marcelo Rios, em 2023.
O assassinato aconteceu no dia 9 de abril de 2019. O relato é de que o crime teria ocorrido mediante orientações repassadas por Vlade e Marcelo Rios, a mando de Jamil Name e Jamil Name Filho.
Naquela noite, vários tiros de fuzil AK-47 foram feitos contra Matheus. No entanto, os criminosos acreditavam que, dentro da caminhonete, estava o pai do jovem, Paulo Xavier, que seria o verdadeiro alvo dos acusados.
Name Filho foi condenado a 21 anos de prisão, Marcelo Rios a 23 anos e Vladenilson a 21 anos.

Bernal preso por assassinato
O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando, e a dorsal da vítima.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu.
Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).
Fonte: Midiamax








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