Flávio Bolsonaro classifica ação do governo Lula contra tarifas dos EUA como "irresponsável"
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Senador criticou a abertura de processo de reciprocidade comercial e também comentou investigação sobre fraude em filiação partidária.
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez duras críticas à condução da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação aos Estados Unidos. Durante agenda na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o parlamentar chamou a atuação de Lula de "irresponsável" e afirmou que o chefe do Executivo prioriza o cenário eleitoral em detrimento dos interesses nacionais.
A declaração ocorre no momento em que o Ministério das Relações Exteriores inicia os trâmites para aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica contra o tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump. A diplomacia brasileira notificará formalmente Washington para solicitar a abertura de consultas diplomáticas bilaterais.
Segundo Flávio Bolsonaro, o governo brasileiro agiu de forma provocativa com os norte-americanos e "se apequenou" ao longo do processo de negociação do conflito comercial.
Prazos e trâmites da reciprocidade
O pedido do Itamaraty foi encaminhado à Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que terá 30 dias — renováveis por mais 30 — para produzir um relatório fundamentando se o caso cumpre os requisitos da legislação de reciprocidade. Após essa etapa, o Comitê-Executivo de Gestão da Camex terá prazo idêntico para deliberar e adotar uma decisão final sobre a aplicação de medidas compensatórias.
Investigação de filiação fraudulenta
Na mesma ocasião, o senador comentou a denúncia de uma filiação indevida ao seu nome realizada no partido Missão. Flávio negou qualquer solicitação de ingresso na legenda, classificou o ato como crime eleitoral e defendeu a responsabilização dos culpados pela Polícia Federal.
O partido Missão informou ter protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registros técnicos — incluindo o endereço IP do acesso realizado no início do mês — para auxiliar as autoridades na identificação dos responsáveis pelo cadastro ilícito.








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