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Explosão em Depósito de Munições após Ataque de Drone na Região de Kiev Deixa Dezenas de Mortos

  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
Manifestantes vestindo bandeiras ucranianas se posicionam em frente ao escritório das Nações Unidas enquanto uma nova rodada de negociações entre representantes russos, ucranianos e americanos, com o objetivo de encontrar uma solução para quatro anos de conflito na Ucrânia, ocorre em Genebra em 17 de fevereiro de 2026. (Foto de Harold CUNNINGHAM / AFP)Harold CUNNINGHAM / AFP
Manifestantes vestindo bandeiras ucranianas se posicionam em frente ao escritório das Nações Unidas enquanto uma nova rodada de negociações entre representantes russos, ucranianos e americanos, com o objetivo de encontrar uma solução para quatro anos de conflito na Ucrânia, ocorre em Genebra em 17 de fevereiro de 2026. (Foto de Harold CUNNINGHAM / AFP)Harold CUNNINGHAM / AFP

Bombardeio russo no distrito de Bucha causou incêndio de grandes proporções e destruição em áreas residenciais; governo ucraniano aponta negligência criminosa no armazenamento de explosivos.


Um ataque com drone realizado pelas forças russas na noite da última sexta-feira (28) contra um depósito de munições na localidade de Mila, próxima ao distrito de Bucha e a oeste da capital da Ucrânia, resultou em pelo menos 37 mortes, 42 feridos e na evacuação de 380 moradores da região.


O impacto do projétil desencadeou um incêndio de grandes proporções seguido de fortes detonações que afetaram a infraestrutura ao redor, destruindo prédios residenciais e uma instituição de cuidados para idosos. Entre as vítimas fatais confirmadas está Taras Didich, prefeito do vilarejo de Dmitrivska, que auxiliava diretamente nos esforços de resgate no local.


O presidente Volodymyr Zelensky manifestou forte indignação, declarando que o armazém continha materiais bélicos — incluindo projéteis de artilharia, minas e drones — que "nunca deveriam estar lá". O chefe de Estado exigiu a responsabilização dos envolvidos e confirmou que processos criminais já foram instaurados por negligência oficial.


O primeiro-ministro Sergei Koretsky reforçou as críticas, classificando o episódio como negligência criminosa e apontando falhas severas por parte da empresa pública proprietária do depósito, que ignorou normas de segurança e a proximidade com zonas civis. Segundo autoridades locais, o incidente expõe falhas recorrentes na gestão de materiais perigosos no quinto ano do conflito.


A Procuradoria-Geral ucraniana abriu uma investigação formal para apurar a legalidade do armazenamento dos explosivos e verificar se a empresa possuía as licenças necessárias para operar na área. O episódio ocorre em um cenário de intensificação de ataques de longo alcance contra infraestruturas logísticas e civis, elevando o custo humanitário da guerra na região.

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