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EUA e Israel negociam plano para desarmamento do Hamas sob supervisão militar americana

  • há 22 horas
  • 2 min de leitura
O Hamas havia se comprometido a entregar suas armas a um novo órgão de governo palestino - EFE/EPA/GIL COHEN-MAGEN / POOL
O Hamas havia se comprometido a entregar suas armas a um novo órgão de governo palestino - EFE/EPA/GIL COHEN-MAGEN / POOL

Proposta discutida entre Jared Kushner e Benjamin Netanyahu condiciona a reconstrução de Gaza à entrega e inutilização do arsenal do grupo palestino.


O enviado especial da Casa Branca, Jared Kushner, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, debateram em Jerusalém um modelo de desarmamento do grupo islamista Hamas supervisionado diretamente por militares dos Estados Unidos. A reunião ocorreu na sequência de um encontro inédito entre a diplomacia americana e uma delegação do Hamas no Egito.


Segundo fontes governamentais, Tel Aviv e Washington acordaram que nenhum projeto de reconstrução ou reorganização na Faixa de Gaza avançará antes que o desarmamento seja concluído. A etapa inicial do plano prevê a entrega do armamento à Força Internacional de Estabilização, liderada pelo general de divisão americano Jasper Jeffers, encarregada de desmantelar permanentemente os equipamentos recolhidos.


Pontos centrais e contexto político

  • Mudança no acordo de custódia: O Hamas havia sinalizado anteriormente a intenção de transferir suas armas a uma nova entidade de governança palestina. O formato, recebido com reservas por Netanyahu, passou por revisões no Conselho da Paz liderado pelos EUA.

  • Garantias de autodefesa: Representantes americanos reiteraram que Israel preservará o direito de intervir militarmente caso identifique tentativas de rearmamento ou violações dos termos de paz.

  • Pressão interna e eleições: O debate ocorre em meio ao cenário eleitoral acirrado em Israel para o pleito de outubro, com setores da coalizão governamental defendendo posturas mais rígidas em Gaza.


Apesar da trégua firmada entre as partes, atritos pontuais e acusações mútuas de descumprimento do cessar-fogo continuam a desafiar a estabilidade na região.

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