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EUA anunciam novas tarifas, e produtos brasileiros são alvos de sobretaxa de 12,5%

  • há 17 horas
  • 3 min de leitura
O governo Trump conduziu investigação, por meio do USTR, sobre supostas falhas no combate ao trabalho escravo - EFE/EPA/WILL OLIVER
O governo Trump conduziu investigação, por meio do USTR, sobre supostas falhas no combate ao trabalho escravo - EFE/EPA/WILL OLIVER

A medida não afetará os produtos que estavam isentos, como café, carne bovina, etanol, aeronaves e peças da Embraer


O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (23) um novo pacote de tarifas a importações oriundas de 60 economias. A medida impõe uma sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros, mas mantém isenção ao café, à carne bovina, ao etanol, a aeronaves e peças da Embraer, a medicamentos e outros.



  • África do Sul;

  • Arábia Saudita;

  • Argélia;

  • Angola;

  • Argentina;

  • Austrália;

  • Bahamas;

  • Bahrein;

  • Bangladesh;

  • Camboja;

  • Canadá;

  • Catar;

  • Cazaquistão;

  • Chile;

  • China;

  • Cingapura;

  • Colômbia;

  • Coreia do Sul;

  • Costa Rica;

  • Egito;

  • El Salvador;

  • Emirados Árabes Unidos;

  • Equador;

  • Filipinas;

  • Guatemala;

  • Guiana;

  • Honduras;

  • Hong Kong;

  • Índia;

  • Indonésia;

  • Iraque;

  • Israel;

  • Japão;

  • Jordânia;

  • Kuwait;

  • Líbia;

  • Malásia;

  • Marrocos;

  • México;

  • Nicarágua;

  • Nigéria;

  • Noruega;

  • Nova Zelândia;

  • Omã;

  • Paquistão;

  • Peru;

  • Reino Unido;

  • República Dominicana;

  • Rússia;

  • Sri Lanka;

  • Suíça;

  • Taiwan;

  • Tailândia;

  • Trinidad e Tobago;

  • Turquia;

  • União Europeia;

  • Uruguai;

  • Venezuela;

  • Vietnã.


Segundo comunicado, o USTR conduziu investigação contra as 60 economias por supostas falhas no combate ao trabalho escravo. “A ação de hoje começará a corrigir o que é tanto uma violação dos direitos humanos quanto uma prática comercial distorcida, visando melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo”, declarou o chefe do escritório, Jamieson Greer.


Em relatório sobre a investigação, o USTR afirmou que 54 economias investigadas não impuseram ou aplicaram medida para proibir a importação de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado.


O documento também disse que Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia conseguiram impor, mas não aplicaram “de forma eficaz” ações para impedir a venda de produtos oriundos do trabalho escravo ao exterior.


O USTR informou que 17 nações se comprometeram ou impuseram medidas para impedir a venda de produtos provenientes de trabalho escravo. Por esse motivo, sobretaxa de 10% será aplicada a importações de:

  • Argentina;

  • Bangladesh;

  • Camboja;

  • Canadá;

  • Equador;

  • El Salvador;

  • Guatemala;

  • Honduras;

  • Índia;

  • Indonésia;

  • Jordânia;

  • Malásia;

  • México;

  • Paquistão;

  • Sri Lanka;

  • Trinidad e Tobago;

  • Reino Unido.


Na prática, o novo pacote substitui a tarifa global de 10% aplicada sob autoridade da Seção 122 da Lei de Comércio, cuja vigência encerra na sexta-feira (24). A norma permite que o presidente dos Estados Unidos crie novos impostos e defina a política tarifária por até 150 dias quando o país não puder cumprir com suas obrigações de pagamento internacional ou o valor do dólar estiver sob ameaça.


Tarifa adicional de 25%

A nova sobretaxa se junta à tarifa adicional de 25% a diversos produtos brasileiros anunciada na quinta-feira (16). A aplicação da alíquota foi tomada sob a autoridade da Seção 301, que apurou práticas brasileiras em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, combate à corrupção e desmatamento.


Em conversa por telefone com jornalistas, em 15 de julho, o chefe do USTR, Jamierson Greer, disse que a investigação concluiu que o Brasil adotou uma série de medidas consideradas injustas aos interesses norte-americanos.


Entre os principais problemas indicados pelos Estados Unidos estão:

  • Ordens judiciais sigilosas que obrigaram empresas de tecnologia norte-americanas a remover conteúdos políticos, inclusive de um presidente;

  • Multas diárias elevadas e ameaças de interrupção total das operações das plataformas no Brasil;

  • Favorecimento ao sistema Pix, tratado como “campeão nacional” do Banco Central, gerando desvantagem competitiva para empresas norte-americanas de pagamentos;

  • Concessão de tarifas preferenciais para Índia e México, sem reciprocidade aos produtos norte-americanos;

  • Falhas no combate à corrupção;

  • Impactos do desmatamento ilegal que prejudicam produtores agrícolas dos Estados Unidos.


Greer sinalizou dificuldades nas tratativas com o Brasil. “Estamos tentando há mais de um ano negociar com o governo brasileiro. Fizemos diversas ofertas e apresentamos diversas propostas, mas não obtivemos resposta satisfatória”, declarou.


O chefe do USTR chamou a postura brasileira de “excesso de declaração de intenção”. Segundo Greer, o Brasil se colocou à disposição para discutir todos os temas, mas que, para o governo norte-americano, não representava “uma concessão”.


Fonte: Jovem Pan

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