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Escalada na Guerra de Facções em MS Mobiliza Força-Tarefa da Polícia Civil

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Mensagem deixada em Bonito. (Foto: Fala Povo, Midiamax)
Mensagem deixada em Bonito. (Foto: Fala Povo, Midiamax)

Avanço do conflito entre grupos criminosos gera onda de violência no interior do Estado, com registros de execuções, ameaças em redes sociais e alerta das autoridades.


A crescente disputa de território entre facções criminosas em Mato Grosso do Sul tem provocado um clima de insegurança e episódios de violência extrema em diversos municípios do estado. A gravidade da situação ficou evidente com os recentes atentados no interior, incluindo uma emboscada em Cassilândia que culminou na morte de uma criança de três anos, atingida por disparos direcionados ao pai.


Casos semelhantes de homicídios e atentados vêm sendo mapeados em diferentes regiões, como no Norte sul-mato-grossense e em municípios fronteiriços como Corumbá, onde a violência recente resultou na morte de um policial militar.


Listas de Alvos e Pichações em Cidades do Interior

Investigações e monitoramentos apontam que a disputa envolve a tentativa de expansão do Comando Vermelho (CV) sobre áreas historicamente dominadas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Nas redes sociais, circulam publicações com "listas de marcados para morrer", contendo nomes de suspeitos de integrar o grupo rival.


Uma das vítimas executadas recentemente em Cassilândia figurava em uma dessas listas antes do crime. Mensagens de intimidação e demarcação de território também passaram a ser registradas em muros de municípios como Bonito, além de ameaças explícitas citando cidades como:

  • Campo Grande

  • Dourados

  • Ponta Porã

  • Três Lagoas

  • Corumbá

  • Cassilândia, Inocência, Costa Rica e Alcinópolis


Resposta Policial: Grupo de Trabalho Criado

Em resposta à escalada da violência, a Delegacia-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul instituiu um grupo de trabalho especializado dedicado exclusivamente ao combate ao crime organizado no estado.


Principais atribuições da força-tarefa:Centralização e extração de dados digitais sobre facções.Monitoramento de boletins de ocorrência em tempo real.Alinhamento operacional imediato entre as Seções de Investigações Gerais (SIGs) regionais e delegacias locais.Elaboração de um plano de ação e relatório final no prazo de 60 dias.

A coordenação da força-tarefa está sob responsabilidade da Delegacia-Geral Adjunta e reúne diretores de inteligência, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) e das divisões de polícia da Capital e do Interior.


Impacto Internacional e Pressão nas Fronteiras

A crise de segurança local coincide com a recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar tanto o PCC quanto o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). A medida visa asfixiar financeiramente as estruturas das facções.


Em regiões de fronteira seca, como Ponta Porã, o cenário gera apreensão adicional. Autoridades municipais já solicitaram reforço nas ações de segurança ao governo estadual para conter eventuais desdobramentos e reforçar o combate ao tráfico transnacional de armas e drogas.



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