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Empresa de Campo Grande vence licitação milionária para exploração da Lotesul

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura
Empresa Dodmax Tecnologia. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)
Empresa Dodmax Tecnologia. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

Licitação foi reaberta em janeiro de 2026 após duas suspensões e teve resultado divulgado nesta terça-feira


A empresa Dodmax Tecnologia S/A (CNPJ 55.575.532/0001-49), de Campo Grande, foi declarada vencedora da licitação milionária para exploração da Loteria de Mato Grosso do Sul, a Lotesul, durante sessão nesta terça-feira (23).


A Dodmax, que lidera um consórcio com a Pay Brokers IP Instituição de Pagamento Ltda. (CNPJ 40.820.176/0001-04) e a Paybrokers Loterias Ltda., foi escolhida para desenvolver o sistema principal da Lotesul.


Durante a sessão, outras empresas entraram com recurso contra suas desclassificações durante a Prova de Conceito — a temida prova de fogo — em fases anteriores. Entretanto, a Comissão de Avaliação Técnica verificou que não havia elementos para justificar a revisão do resultado.


Com isso, a Dodmax foi declarada vencedora, com oferta de 31%. A receita anual estimada pelo serviço é de R$ 51,4 milhões. Levando em conta o valor estimado no edital, a porcentagem oferecida pela empresa resultaria em R$ 15.957.045,19 para o Estado.


Disputa pela Lotesul

Em janeiro de 2026, a licitação foi reaberta após duas suspensões. O objetivo é contratar uma empresa que desenvolva a plataforma de operação dos jogos.


Cinco empresas participaram do certame, que foi disputado pelo maior repasse percentual de receita bruta. Ou seja, de todo o montante levantado nas vendas, uma parte tem que voltar para o Estado.


A Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas Ltda. (CNPJ 57.125.241/0001-84) apresentou a melhor proposta ainda em janeiro, com oferta de 43,36%. Porém, em fevereiro, a SAD desclassificou a empresa


A comissão de avaliação avaliou que a empresa não cumpriu o item do edital que prevê a obrigação do licitante de fornecer “todas as licenças de software, a infraestrutura tecnológica necessária e os recursos de hardware e conectividade”.


Durante a análise, os representantes da empresa foram questionados sobre o cofre eletrônico, que seria a plataforma em que o Estado receberia parte dos lucros da loteria. A Lottopro alegou não ter a funcionalidade, mas teria como implementar.


Com isso, a comissão de avaliação decidiu, após a sessão, pela reprovação da empresa. A SAD convocou nova rodada do pregão eletrônico.


Na segunda rodada, a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação Ltda. (CNPJ 08.176.635/0001-56), que tinha apresentado a segunda melhor proposta na etapa anterior, foi classificada. Em março, porém, a empresa foi reprovada na prova de conceito, por não cumprir 35 dos mais de 100 itens previstos no edital, e a secretaria convocou a terceira sessão do pregão.


A Idea Maker Meios de Pagamento e Consultoria Ltda. (CNPJ 13.794.399/0001-71) entrou na disputa, mas também foi desclassificada. Os representantes da empresa tiveram dificuldades para acessar o sistema próprio e a “prova de fogo” foi encerrada em menos de 30 minutos. Posteriormente, foi eliminada.


Fonte: Midiamax

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