Em audiência, empresário que matou motociclista com Porsche diz que ‘não viu acidente’
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Arthur Navarro mantém essa versão desde o dia do acidente, em março de 2024
A Justiça ouviu nesta sexta-feira (3) o empresário Arthur Torres Navarro, réu por acidente que matou o motoentregador Hudson de Oliveira, em Campo Grande. A audiência de instrução aconteceu por cerca de 30 minutos na 3ª Câmara Criminal.
O advogado de defesa do empresário, Lucas Rosa, afirmou que ele manteve a versão apresentada desde o começo. Segundo o profissional, o acidente aconteceria ainda se o Arthur não estivesse em uma velocidade acima da permitida.
De acordo com a delegada Priscilla Anuda, atuando na época na 3ª Delegacia de Polícia Civil, foi feita uma análise das imagens. A perícia, por meio da fotogrametria, detectou que o Porsche estava com velocidade duas vezes maior que a permitida para a via, que é de 40 km/h. A delegada afirmou que o Porsche estava a 89 km/h.
“O que a defesa pode dizer agora, com respeito ao Judiciário, à viúva e aos filhos, é que, nesse momento processual, em que ainda não há total produção das provas, já existem elementos técnicos indicando que, mesmo que o Arthur estivesse dentro da velocidade permitida, este acidente teria acontecido da mesma forma, diante da dinâmica, do modo como a motocicleta se conduziu, em razão do relevo daquele local onde aconteceu o acidente, de ser uma pista íngreme, em razão de veículo estar estacionado na frente da moto. São vários elementos”, diz.
Defesa diz que vai pedir mais provas
Para provar que a culpa pela morte não foi de Arthur e que o acidente aconteceria ‘de qualquer forma’, a defesa vai pedir mais provas. “Nos próximos dias, o Ministério Público vai se manifestar. Se deseja mais provas ou se está satisfeito com a prova que já foi produzida, e, no mesmo prazo, os advogados que fazem o acompanhamento pela viúva, que são os assistentes de acusação”, explica.
Após essa manifestação, o judiciário vai abrir prazo para a defesa fazer o mesmo tipo de manifestação. “A defesa vai insistir na produção de mais provas. Nossa expectativa é que, após a manifestação do MP e a nossa, o judiciário aceite ou determine a juntada de novos documentos para a gente avançar na análise”, complementa.
Acidente
Na data dos fatos, o empresário foi filmado por câmeras de segurança dirigindo o carro de luxo em alta velocidade após o acidente. Durante depoimento na delegacia, ele teria mentido sobre a velocidade no momento em que atropelou o motociclista.
Ele disse que não estava em alta velocidade e que não havia ingerido bebidas alcoólicas. “Não imaginei que poderia ser algo grave”, contou ao fim de seu depoimento.
Arthur ficou com o Porsche parado de sexta a domingo, quando levou o carro para a casa do irmão e a peça danificada para um martelinho. Para tentar justificar isso — enquanto a polícia o procurava —, o empresário alegou que seu pai e seu irmão também fazem uso do veículo e que o deixou em sua garagem no fim de semana.
Fonte: Midiamax








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