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Eleições na Ucrânia representam "enorme risco" de divisão durante a guerra, afirma Zelensky

  • há 8 horas
  • 1 min de leitura
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky - EFE/EPA/FILIP SINGER
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky - EFE/EPA/FILIP SINGER

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que a realização de eleições no atual contexto de conflito com a Rússia seria extremamente perigosa. Em encontro com jornalistas, o líder ucraniano classificou a hipótese de um pleito neste momento como um "tsunami" capaz de fraturar o país.


O debate sobre o tema ganhou força após uma declaração pública do ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que defendeu a organização de uma votação. A saída de Fedorov do cargo em julho gerou protestos inéditos desde o início da invasão russa em 2022, impulsionados pelo reconhecimento de seu papel em reformas militares e na modernização estratégica das Forças Armadas.


Desafios operacionais e políticos

Especialistas e autoridades apontam diversos obstáculos logísticos e de segurança para a realização de eleições sob a lei marcial, entre os quais destacam-se:

  • A participação de militares engajados nas frentes de combate.

  • A inclusão de milhões de refugiados ucranianos espalhados pelo exterior.

  • A situação dos moradores em regiões sob ocupação russa.

  • A vulnerabilidade a campanhas de desinformação conduzidas pelo governo russo.


Segundo levantamento do Instituto de Sociologia de Kiev, apenas 15% da população ucraniana apoia a realização de eleições antes do término do conflito.


Zelensky criticou a postura do ex-ministro e ressaltou a prioridade da unidade nacional, enfatizando que a prioridade do país deve permanecer voltada para a defesa e o suporte aos soldados que sacrificam suas vidas no front.

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