Eleições na Ucrânia representam "enorme risco" de divisão durante a guerra, afirma Zelensky
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que a realização de eleições no atual contexto de conflito com a Rússia seria extremamente perigosa. Em encontro com jornalistas, o líder ucraniano classificou a hipótese de um pleito neste momento como um "tsunami" capaz de fraturar o país.
O debate sobre o tema ganhou força após uma declaração pública do ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que defendeu a organização de uma votação. A saída de Fedorov do cargo em julho gerou protestos inéditos desde o início da invasão russa em 2022, impulsionados pelo reconhecimento de seu papel em reformas militares e na modernização estratégica das Forças Armadas.
Desafios operacionais e políticos
Especialistas e autoridades apontam diversos obstáculos logísticos e de segurança para a realização de eleições sob a lei marcial, entre os quais destacam-se:
A participação de militares engajados nas frentes de combate.
A inclusão de milhões de refugiados ucranianos espalhados pelo exterior.
A situação dos moradores em regiões sob ocupação russa.
A vulnerabilidade a campanhas de desinformação conduzidas pelo governo russo.
Segundo levantamento do Instituto de Sociologia de Kiev, apenas 15% da população ucraniana apoia a realização de eleições antes do término do conflito.
Zelensky criticou a postura do ex-ministro e ressaltou a prioridade da unidade nacional, enfatizando que a prioridade do país deve permanecer voltada para a defesa e o suporte aos soldados que sacrificam suas vidas no front.








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