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Detentos responsáveis por festa do PCC com cocaína em presídio de segurança máxima são transferidos em Mato Grosso do Sul

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Imagem: Midiamax
Imagem: Midiamax

Agência penitenciária realizou operação de pente-fino após revelação de vídeos da celebração dos 33 anos da facção criminosa; entorpecentes entraram na unidade por meio de arremessos de drones.


A Agência de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen-MS) realizou a transferência dos detentos apontados como os organizadores de uma festa clandestina no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A celebração, que marcou os 33 anos do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi regada a drogas e exibida em vídeos gravados pelos próprios criminosos dentro da unidade penal.


Pente-fino e transferências

Após a repercussão das imagens divulgadas na última segunda-feira, a administração penitenciária intensificou as vistorias na unidade e executou uma operação de pente-fino. Com a identificação dos responsáveis pela comemoração — na qual os detentos aparecem ao redor de uma mesa repleta de cocaína agradecendo a facção —, a direção determinou a transferência imediata dos envolvidos para isolar as lideranças e desarticular o grupo.


Entrada de drogas por drones

De acordo com a Agepen-MS, a droga utilizada na festa entrou no presídio por meio de arremessos realizados com drones. Dados recentes apontam que a Polícia Penal e a Força Penal Nacional interceptaram ao menos 13 tentativas de entrega de ilícitos por aeronaves não tripuladas na unidade penal entre os dias 25 e 29 de agosto. Contudo, apesar do cerco tecnológico e do monitoramento intensificado, a segurança falhou em conter a entrada do lote exibido nas gravações.


Sanções disciplinares e criminais

Os detentos identificados nas filmagens estão sendo submetidos ao Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (PADIC). Segundo o órgão regulador, a manifestação de apoio ou alusão a organizações criminosas constitui falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), podendo resultar em regressão de regime e outras sanções. Além disso, os envolvidos poderão responder criminalmente com base na Lei das Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013) e no Código Penal.


Histórico da facção

Fundado em 31 de agosto de 1993, em São Paulo, o PCC tem registrado episódios similares de comemorações dentro de estabelecimentos prisionais ao longo dos anos. Autoridades estaduais seguem em alerta para coibir novas apologias e o fluxo de contrabando interno nas unidades de segurança máxima do estado.

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