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Com pais presos, bisavó pede responsabilização por morte de bebê de 3 meses

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Bebê morreu sete dias após ser internada no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Foto: Ana Laura Menegat, arquivo Midiamax)
Bebê morreu sete dias após ser internada no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. (Foto: Ana Laura Menegat, arquivo Midiamax)

Bebê morreu sete dias após dar entrada no Hospital Regional apresentando marcas de violência


Bisavó da bebê, de 3 meses, que morreu sete dias após dar entrada no Hospital Regional apresentando marcas de violência, cobra a responsabilização pela morte da bisneta. “Ela não se machucou sozinha”, destaca.


A bebê deu entrada no Hospital Regional no último dia 19, após um jogo de futebol. Ela apresentava diversos hematomas pelo corpo, que indicavam que ela pudesse ter sofrido maus-tratos.


Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada no sábado (20). Os pais foram questionados sobre os hematomas e admitiram que não procuraram ajuda médica para analisar as lesões. No dia da internação, eles alegaram apenas que a filha passou mal após ser amamentada.




Segundo a bisavó Sandra Alves, desde a prisão dos pais não houve avanço nas investigações. “Não chegaram a um culpado. Ela era um bebê e não se machucou sozinha. Quero a investigação e que responsabilizem seja quem quer que seja culpado”, frisa.


A bisavó também conta que quando a bebê nasceu ficou por 45 dias na casa dela. Depois disso, foi com a mãe para a casa dos familiares paternos. “Na minha casa ela era amada, não tinha doença, nem qualquer tipo de marca pelo corpo. Precisam investigar o que aconteceu depois”, sugere.


Ao Midiamax, o advogado de acusação Marcos Ivan Silva, afirma que ainda nesta semana fará o pedido para que possa atuar como assistente de acusação. “As investigações estão muito longe do que deveriam estar. Não podemos deixar que a morte de um bebê não seja responsabilizada da maneira que deve. Isso foi um infanticídio”, afirma.


O laudo sobre a morte da bebê ainda não foi concluído. A reportagem do Midiamax entrou em contato com a Polícia Civil para saber informações a respeito das investigações, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.


Fonte: Midiamax



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