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Com clima incerto, direita e centrão descartam reaproximação com Flávio Bolsonaro

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não fala com o senador desde o evento de lançamento da pré-campanha de Guilherme Derrite


“Ninguém quer ficar por perto”. Essa frase foi dita por um membro da alta cúpula do Palácio dos Bandeirantes, sob condição de reserva, sobre o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL). Membros da direita e do centrão continuam apostando no descolamento, e adotam cautela nos próximos passos de Flávio, considerados incertos.


Para aliados, a pré-campanha do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro é “uma caixinha de surpresas”, o que dificulta a vida dos políticos que buscam estabilidade às vésperas de uma eleição. O clima é de receio em aparecer em agendas conjuntas ou fazer acenos. O novo episódio envolvendo o presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaça impor novas tarifas ao Brasil e fez críticas ao PIX, não tem ajudado em uma possível reaproximação.


Como mostrou a coluna, o PP, que antes pleiteava a vaga de vice, congelou as negociações. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também não fala com o senador desde o evento de lançamento da pré-campanha de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, em que já apareceu “incomodado” e “desconfortável”.


Dentro do PL, inclusive, se diz que esse será o primeiro grande desafio da nova equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro, que foi inteira trocada após a repercussão negativa do caso Master.


Interlocutores afirmam que pesquisas internas mostravam uma recuperação de Flávio e uma retomada do protagonismo após os Estados Unidos classificarem organizações criminosas como terroristas. O fato tinha ajudado o senador a se descolar da crise envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas durou pouco. “Agora já vem um novo desgaste”, disse uma fonte, destacando que o adversário de Flávio, o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, já conseguiu pontos uma vez com o discurso da soberania e pode conseguir outra vez.



Fonte: Jovem Pan

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