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Bolsonaro pede a Moraes visita de Flávio antes do fim do prazo de suspensão

há 21 horas
2 min de leitura
Flávio ficou impedido de visitar o pai depois de divulgar carta do capitão da reserva - Valter Campanato/Agência Brasil
Flávio ficou impedido de visitar o pai depois de divulgar carta do capitão da reserva - Valter Campanato/Agência Brasil

Em prisão domiciliar, o ex-presidente está impedido de receber o filho mais velho até 11 de outubro


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber o filho e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). As visitas do senador foram suspensas por 90 dias.


Moraes proibiu Bolsonaro de receber Flávio até 11 de outubro, depois de o presidenciável divulgar uma carta do capitão da reserva. O ministro interpretou o ato como um desvio de finalidade do direito de visita, configurando uma tentativa de burlar as restrições impostas pela condenação penal. O ex-presidente está impedido de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros.


Flávio afirmou nas redes que recebeu a carta em uma das visitas que fez ao pai. Ele tinha acesso ao ex-presidente por também integrar a defesa de Bolsonaro.


Na petição enviada a Moraes, nesta segunda-feira, os advogados do ex-presidente afirmaram que o encontro de Bolsonaro e de Flávio tem “caráter estritamente familiar”. A solicitação se deu um dia depois do primeiro turno das eleições, em que o filho mais velho do capitão da reserva terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A segunda volta da disputa presidencial está marcada para 25 de outubro.


A defesa de Bolsonaro também pediu para que ele volte a receber regularmente familiares nos moldes anteriormente estabelecidos, quando o capitão da reserva passou para o regime de prisão domiciliar humanitária. Em 21 de agosto, Moraes autorizou visitas de profissionais da saúde, do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) e do deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL-SC).



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